Ao longo de nossas vidas, investimos uma quantidade enorme de tempo estudando e praticando habilidades que consideramos importantes, com a expectativa de estarmos prontos quando chegar o momento de utilizá-las. Apesar de ainda concordar com o paradigma da prática/estudo, estou começando a perceber que saber tudo não é a melhor solução em todos os casos. Esse pensamento chamou minha atenção novamente ao ler um artigo recente da revista britânica Sport, sobre as condições que tornaram possível a conquista de diversas medalhas de ouro pela equipe de ciclismo britânica nos ultimos Jogos Olímpicos (para dar um contexto, a Inglaterra nunca tinha ganhado muita coisa em ciclismo.. se você quiser saber mais sobre esse assunto, você pode ler isso aqui).
O que me chamou a atenção foi a descrição do grupo de investigação e desenvolvimento, responsável por descobrir as melhores tecnologias a serem utilizadas pelos ciclistas. O que não é muito comum é que esse grupo realmente colabora com muitas pessoas fora da indústria de ciclismo, como equipes de F1, empresas da industria aeroespacial e de defesa. Quando perguntado sobre a razão desse intercâmbio inusitado, o chefe de desenvolvimento respondeu (livre tradução):
Nós realmente damos valor à ignorância. Então temos que fazer perguntas para quem realmente não sabe nada sobre ciclismo. Um especialista em aerodinâmica vai perguntar: ‘Por que vocês fazem assim? “Nós vamos olhar uns para os outros e dizer:’ Eu não sei.” Isso realmente abre as coisas.
Entrevista realizada durante o evento Maré de Agilidade 2009 em Salvador – Bahia, com Oscar sobre suas experiências com metodologias ágeis na empresa carioca OWSE .
Quando fazemos apresentações sobre ágil ouvimos muitas vezes as mesmas velhas perguntas. Confesso que às vezes acho um pouco … digamos… chato responder a essas perguntas pela vigésima vez (#prontofalei). Mas, cá pra nós, não dá pra negar que essas perguntas são chave para o entendimento da filosofia ágil.
Por isso resolvi iniciar incitar essa série de posts aqui na visão ágil, com o intuito de que tenhamos uma muleta prática em que nos apoiar toda vez que precisarmos responder (ou evitar ) essas perguntas.
De minha parte, acho que a pergunta mais frequente de todas, campeã indiscutível, é a velha “e a documentação?”. Então resolvi começar a séria com ela.
Material da palestra “Integração Contínua – Os benefícios da Automatização”, feita por Victor Hugo Germano, durante o evento Maré de Agilidade em Salvador(Bahia) em março desse ano.
Publiquei no portal InfoQ Brasil uma entrevista com Jim Cundiff (Managing Director of Scrum Alliance), que muito gentilmente, explicou para a comunidade brasileira, mais detalhes sobre o “Brazil Scrum Gathering”, que ocorrerá nos dias 12 e 13 de Maio deste ano na cidade de São Paulo(SP).
Segundo um trecho da entrevista, durante o evento “Serão oferecidos tópicos para todos os graus de experiências. O Scrum Gathering permite que as pessoas tenham oportunidade de discutir os tópicos no momento exato com os experts e parceiros em pequenos grupos, bem como ouvir apresentações sobre estudo de casos e como implementar e utilizar Scrum.”
Veja o material (slides) da palestra realizada por Fábio Rilston, durante o mês de março desse ano, no evento Maré de Agilidade em Salvador(Bahia). Onde ele explica como foi a experiência da empresa pública SERPRO na adoção de metodologias ágeis em sua estrutura.
Durante o evento Maré de Agilidade em Salvador (Bahia) em março de 2009, tive a oportunidade de entrevistar Fábio Rilston (Consultor de Qualidade), sobre como que a empresa pública SERPRO adotou metodologias ágeis através de algumas combinações de Scrum, XP e OpenUP para melhorar o processo de desenvolvimento de alguns produtos usados na esfera governamental.
Foi divulgada nessa semana, a programação da edição Brasileira do principal evento sobre Scrum que será realizado nos dias 12 e 13 de maio desse ano, no Hotel Grand Hyatt na cidade de São Paulo(SP).
A Visão Ágil também marcará presença no Scrum Gathering Brazil, através de palestras de alguns dos seus editores e autores, que irão compartilhar um pouco de suas experiências na adoção do Scrum em organizações de diversos segmentos do mercado nacional
O evento Maré de Agilidade realizado no final de semana passado em Salvador(Bahia), foi um sucesso total, portanto, confira aqui algumas fotos do dia de palestras do evento (dia 28/03).
Brevemente postaremos mais fotos das outras atividades do evento.
Uma das coisas que mais gosto nas práticas ágeis de planejamento e estimativa é exatamente o fato de não existir métricas individuais. Sim, nas equipes existem pessoas mais produtivas do que outras, porém, a variabilidade é tão grande entre pessoas e entre iterações que isso não vale a pena ser controlado, pois não somos robôs. Fred Brooks diz que há variação de até 80% na produtividade entre programadores. Algo que não ocorre com pedreiros como exemplo.
As práticas do Scrum e das estimativas ágeis (Planning Poker, literatura do Mike Cohn) são muito humanistas. Não são fatores deterministas que darão a produtividade da equipe. Se alguém na equipe teve que se ausentar, está com problemas na família, está doente ou está grávida, tudo isso é levado em conta na sua velocidade e ninguém é melhor que a própria equipe para fornecer parâmetros sob essa ótica tão empírica. Não é um gerente ditador que faz a equipe engolir a métrica. A EQUIPE É RESPONSÁVEL PELA ESTIMATIVA, sob todos os aspectos. É isso que faz a métrica funcionar.
No treinamento Scrum da Aspercom nós temos atividades práticas com estimativas ágeis, e é muito interessante como a aceitação de tal métrica é geral. Vejo o mercado cansado de métricas pesadas e pouco assertivas.
Leia o artigo completo e comente no blog “Débito Técnico” da Aspercom:
Entrevista feita com Serge Rehen, que foi um dos organizadores do evento Maré de Agilidade juntamente com nós da Visão Ágil e também com pessoal da SEA Tecnologia.
* Serge é um dos coordenadores do SERPRO na Bahia e também é o líder do grupo de usuários JavaBahia.
Recent Comments