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Você gera ROE com o seu tempo? Setembro 8, 2009

Posted by Manoel Pimentel in Business, Liderança, Pensamentos, coaching.
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Olhe um pouco para o que você tem feito na sua vida! É difícil?  Então tente apenas olhar para o seu dia de hoje (não importa onde esteja: trabalho, casa, etc) e me responda sinceramente: O que você está fazendo com a sua energia hoje? Será que você está gerando o ROE necessário nesse seu dia?

Talvez você já conheça o termo ROI (Return On Investment – Retorno sobre Investimento) ou então você está imaginando que eu esteja tratando aqui do Return On Equity (Retorno sobre o Patrimônio).  Mas na verdade o que estou abordando é bem menos exato e você pode responder sem grandes dificuldades, pois o objetivo desse texto é lhe despertar uma reflexão: Se você está gerando (ou não) o Retorno sobre  Energia (ROE) nas coisas que você faz (ou deixa de fazer)!

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Aprendizado pela dor e pelo medo Agosto 16, 2009

Posted by Manoel Pimentel in Business, Pensamentos.
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O mundo inteiro está bastante preocupado com a gripe H1N1 (Também conhecida por gripe suína), porém observando toda a movimentação social que o medo dessa gripe tem gerado, vejo um padrão intrigante de nossa mentalidade, que somente a dor ou o medo podem despertar. E qual o motivo de eu estar falando de gripe num Blog sobre Agilidade? A resposta é simples: Mudança de Atitude!

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Prazo e escopo = Tom e Jerry Junho 25, 2009

Posted by Emerson Macedo in Experiências, Pensamentos, Scrum.
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Se existem duas coisas que não combinam em um projeto de software são prazo e escopo. Quando comecei a estudar sobre metodologias ágeis, um dos primeiros aprendizados que me chamou a atenção foi sobre esse problema: O cliente pode querer fixar o prazo ou o escopo, nunca ambos.

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Não existe uma ideia PainKiller, então viva a incerteza! Junho 22, 2009

Posted by Manoel Pimentel in Business, Lean, Pensamentos, Scrum.
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No título acima estou referenciando uma famosa música da banda de rock (heavy metal) Judas Priest para tentar explicar que na prática não existe uma ideia matadora de todos os problemas, mas sim evidenciar que a incerteza nossa de cada dia, é chave para nossa evolução e aprendizado mesmo que isso ocorra em pequenos passos.

É interessante refletir que esse singelo conceito está por trás da Agilidade, porém não o compreendemos ou simplesmente o esquecemos; Talvez isso ocorra devido ao fato desse conceito misterioso ir muito além da abrangência de Agile como metodologia, pois trata-se de uma forma de olhar e tratar os tormentos comuns à visão dialética e à inconstância própria da natureza humana.

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Agile NÃO é para preguiçosos Junho 7, 2009

Posted by Manoel Pimentel in Business, Lean, Pensamentos, Scrum, xp.
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Após alguns bons anos de adoção e evangelização de Agile, tenho orgulho em dizer que tenho pouquíssimas certezas sobre o tema (pois a magia é inspecionar e adaptar o conhecimento continuamente). Porém, uma dessas poucas certezas é: Se você for preguiçoso,  FUJA das metodologias ágeis.

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Não Cresça! Maio 21, 2009

Posted by Manoel Pimentel in Business, Pensamentos.
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Vou lhe compartilhar um pensamento que talvez pareça um pouco radical, contra-senso, complexo de Peter-Pan  ou que é da influência hippie e comunista que recebi dos meus pais quando criança, porém, caso você esteja iniciando uma empresa nesse momento, permita lhe dar uma pequena sugestão: “Não Cresça!”.

Essa minha humilde opinião é oriunda da constatação de que as empresas ditas como “grandes” têm uma complexidade de funcionamento e de pensamento tão evidente, que simplesmente é muito difícil ou até mesmo impossível fazer as coisas certas acontecerem nessas organizações.

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Mais! Maio 21, 2009

Posted by Francisco Trindade in Experiências, Pensamentos.
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Desde o advento da era industrial, nos descobrimos uma palavra incrível para tudo: “mais”. Realmente sempre funcionou. Quando nossas ruas ficaram cheias, nós contruímos mais ruas. Quando nossas cidades ficaram inseguras, nós contratamos mais policiais e compramos mais carros de polícia.

Esse é a introdução de um dos capítulos do livro que eu estou lendo atualmente, Information Anxiety, que fala sobre como viver em um mundo onde não temos tempo para absorver todos os dados que são atirados contra nós.

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O Poder da Ignorância Abril 28, 2009

Posted by Francisco Trindade in Experiências, Pensamentos.
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Ao longo de nossas vidas, investimos uma quantidade enorme de tempo estudando e praticando habilidades que consideramos importantes, com a expectativa de estarmos prontos quando chegar o momento de utilizá-las. Apesar de ainda concordar com o paradigma da prática/estudo, estou começando a perceber que saber tudo não é a melhor solução em todos os casos. Esse pensamento chamou minha atenção novamente ao ler um artigo recente da revista britânica Sport, sobre as condições que tornaram possível a conquista de diversas medalhas de ouro pela equipe de ciclismo britânica nos ultimos Jogos Olímpicos (para dar um contexto, a Inglaterra nunca tinha ganhado muita coisa em ciclismo.. se você quiser saber mais sobre esse assunto, você pode ler isso aqui).

O que me chamou a atenção foi a descrição do grupo de investigação e desenvolvimento, responsável por descobrir as melhores tecnologias a serem utilizadas pelos ciclistas. O que não é muito comum é que esse grupo realmente colabora com muitas pessoas fora da indústria de ciclismo, como equipes de F1, empresas da industria aeroespacial e de defesa. Quando perguntado sobre a razão desse intercâmbio inusitado, o chefe de desenvolvimento respondeu (livre tradução):

Nós realmente damos valor à ignorância. Então temos que fazer perguntas para quem realmente não sabe nada sobre ciclismo. Um especialista em aerodinâmica vai perguntar: ‘Por que vocês fazem assim? “Nós vamos olhar uns para os outros e dizer:’ Eu não sei.” Isso realmente abre as coisas.

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Estimativa não é ciência exata Abril 2, 2009

Posted by Rodrigo Yoshima in Business, Pensamentos, Scrum.
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Uma das coisas que mais gosto nas práticas ágeis de planejamento e estimativa é exatamente o fato de não existir métricas individuais. Sim, nas equipes existem pessoas mais produtivas do que outras, porém, a variabilidade é tão grande entre pessoas e entre iterações que isso não vale a pena ser controlado, pois não somos robôs. Fred Brooks diz que há variação de até 80% na produtividade entre programadores. Algo que não ocorre com pedreiros como exemplo.

As práticas do Scrum e das estimativas ágeis (Planning Poker, literatura do Mike Cohn) são muito humanistas. Não são fatores deterministas que darão a produtividade da equipe. Se alguém na equipe teve que se ausentar, está com problemas na família, está doente ou está grávida, tudo isso é levado em conta na sua velocidade e ninguém é melhor que a própria equipe para fornecer parâmetros sob essa ótica tão empírica. Não é um gerente ditador que faz a equipe engolir a métrica. A EQUIPE É RESPONSÁVEL PELA ESTIMATIVA, sob todos os aspectos. É isso que faz a métrica funcionar.

No treinamento Scrum da Aspercom nós temos atividades práticas com estimativas ágeis, e é muito interessante como a aceitação de tal métrica é geral. Vejo o mercado cansado de métricas pesadas e pouco assertivas.

Leia o artigo completo e comente no blog “Débito Técnico” da Aspercom:
http://blog.aspercom.com.br/2009/04/02/estimativa-nao-e-ciencia-exata/

Negociando o Sprint Goal Fevereiro 20, 2009

Posted by Emerson Macedo in Experiências, Pensamentos, Scrum.
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Introdução

Trabalhar com desenvolvimento ágil de software tem sido um grande desafio para muitas pessoas. Geralmente, acontecem mudanças de estrutura hierárquica, na organização geográfica de pessoas, nas mesas para comportar todo time, e por ai vai.

Desse conjunto de mudanças que uma equipe/empresa sofre, vou destacar uma neste artigo: Escopo negociável e o Sprint Goal.

Partindo do princípio que você conhece o básico de SCRUM (Caso contrário existem tutorias na internet, aqui mesmo no blog ou na revista Visão Ágil), esse artigo foca basicamente no como e não muito nos conceitos. Só irei abrir uma exceção para o Sprint Goal, já que é o tema central do artigo e muitas vezes mau interpretado.

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Dê Atenção ao Ponto Certo Dezembro 17, 2008

Posted by Francisco Trindade in Business, Pensamentos.
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Esse post veio de uma discussão no pub com a Liz, e na verdade foi originado de um pensamento que está na minha cabeça faz um tempo, e recentemente voltou devido as minhas atuais leituras (para não dizer também em meus projetos recentes…)

Eu costumo participar (melhor dizendo, acompanhar, ja que participo só de vez em quando : ) ) em algumas listas de discussão por email, e uma pergunta que frequentemente volta a tona é a seguinte: O que eu deveria fazer com pessoas aparecendo tarde/não aparecendo para a reunião diária do time de manhã? E essas perguntas normalmente vem acompanhadas de afirmações como essa: “Nós já tentamos de tudo: esperar, não esperar, punir os atrasados, fazer eles comprarem sorvete, etc… e nada funciona”

E essa situação voltou a minha cabeça recentemente, enquanto eu estava lendo o livro do Ricardo Semler, Você Está Louco!, quando ele descreve a introdução de horários flexíveis na sua empresa.

Para fornecer algum contexto, para quem não conhece, Ricardo é o dono da Semco, um conglomerado de empresas que tem negócios em diferentes áreas, desde construção de navios até gerenciamento de hotéis, mas é mais conhecido pela democracia industrial que ele vem implantando em suas empresas desde os anos 80.

Essa situação particular que ele descreve no livro aconteceu quando a Semco, nos anos 80, estava implantando horários de trabalho flexíveis em uma linha de produção e, conforme esperado, a maioria dos diretores foi totalmente contra a idéia, por um princípio básico: para uma linha de produção funcionar, todo mundo tem que trabalhar ao mesmo tempo.

E a resposta dele para isso foi:

É obvio: se os empregados não estão trabalhando ao mesmo tempo, a linha de produção para. Nós sabemos disso, mas os adultos que trabalham na linha de produção também sabem. E porque eles colocariam a sua produtividade e os seus empregos em risco? Se eles não estão precoupados com o quanto a linha de produção está produzindo, então nós temos um problema muito maior, e o quanto antes descobrirmos, melhor.

E isso foi o que aconteceu. Um dia antes do programa começar, os empregados se reuniram e decidiram que horas eles iam começar a trabalhar.

Mas o que isso tem a ver com reuniões diárias? Bem, todo o exemplo serviu para introduzir a mesma resposta que eu sempre dou para esse tipo de pergunta: se o seu time não aparece para as reuniões, você não deveria estar preocupado com o atraso deles, mas sim perguntar-se por que eles não se importam. Esse é o seu problema.

Ps: Esse post é uma tradução de um post originalmente publicado no meu blog: Focus On The Right Point

Sobre o autor:

Frank Trindade

Francisco Trindade

Francisco Trindade é desenvolvedor e consultor da ThoughtWorks UK. Engenheiro de Computação e mestre em Engenharia de Software pela UFRGS, Francisco possui diversos anos de experiencia em desenvolvimento de software, alem de ser um entusiasta e praticante de metodologias ágeis.


Mais uma opinião… Novembro 22, 2008

Posted by Francisco Trindade in Notícias, Pensamentos, Scrum.
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Já que todo mundo está dando opinião, acho que posso dar a minha também :-) .

Caso você não tenha acompanhado a discussão, pode se atualizar no post original do Jim Shore, ou então também nos comentários do Manoel ou do Guilherme, para citar alguns entre muitos.

Acho que o ponto em que vale a pena tocar é que ninguém tem problema com Scrum, FDD, XP ou qualquer outra metodologia da salada de fruta que sao os métodos ágeis hoje em dia. Todas elas são muito boas e tem seu valor em abordar um ou mais lados do desafio que é desenvolver software.

O problema acontece quando tudo isso se torna muito na moda e popular, o que leva um monte de gente a adotar metodologias ágeis sem ter muita noção do que está fazendo, ou não vendo a realidade que  adotá-las de fácil não tem nada…

Quando eu e o Danilo fomos falamos no Falando em Agile esse ano, a idéia era justamente mostrar que não existem solucoes prontas (ou receitas para o sucesso), e que nenhuma alternativa é rápida e fácil quando o assunto eh criar software, e que existem diversas maneiras de falhar. O desafio é justamente alertar todo mundo sobre isso, sob a pena de vermos muitas pessoas desistindo dos métodos ágeis porque falharam na sua adoção.

E é claro que  metodologias mais comerciais acabam sendo a vidraça da vez, já que elas acabam vendendo mais facil (sendo por desatenção de quem está “comprando”, seja pela falta de profissionalismo de consultores que as colocam como balas de prata) , e sendo encaradas como uma solução pronta, o que so prejudica a todos.

Um abraço

Sobre o autor:

Frank Trindade

Francisco Trindade

Francisco Trindade é desenvolvedor e consultor da ThoughtWorks UK. Engenheiro de Computação e mestre em Engenharia de Software pela UFRGS, Francisco possui diversos anos de experiencia em desenvolvimento de software, alem de ser um entusiasta e praticante de metodologias ágeis.

Crise de identidade em Agile – ou será novamente o Luddismo x Industrialismo? Novembro 18, 2008

Posted by Manoel Pimentel in Experiências, Pensamentos.
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A atividade de desenvolvimento de software, é uma coisa interessante e muito intrigante, pois como é uma atividade relativamente nova, ainda está cheia de indefinições e transformações sobre seus conceitos e práticas. Essa constante metamorfose é grandemente potencializada na área de metodologias, pois é aqui, que as questões humanas são mais evidentes nessa atividade.

 

Mas meu foco nesse texto é abordar as diferentes (e várias) visões que a agilidade (ou seus praticantes), têm acerca da atividade de software.

 

A primeira vista, podemos até achar que dentro da agilidade, seus praticantes e evangelizadores se dividem nos diferentes rótulos de metodologias existentes, como XP(Extreme Programming), FDD(Feature Driven Development), Scrum, Lean, OpenUP, MSF, etc. Essa primeira visão é em função dos grandes debates “sobre qual dessas metodologias é a melhor?” que incidem sobre a comunidade e o mercado.

 

Outra possível leitura, que devido ao conteúdo dos debates, podemos imaginar que a principal diferença é que talvez haja os agilistas mais ligados às questões técnicas e os agilistas mais ligados em questões gerenciais e como o mercado nos acostumou a tratar isso como duas coisas diferentes, criamos (pelo menos em nossas mentes) dois mundos totalmente antagônicos e passamos a chamar esses mundos de: operacional, tático e estratégico, e como temos algumas das metodologias acima que tratam de formas distintas essas questões, criamos então o cenário propício para a existência imaginária da “metodologia para os gerentes” e a “metodologia apenas para os programadores”.

 

Mas essa segregação apenas por rótulos ou por nível hierárquico, são na verdade apenas os efeitos visíveis, que ainda têm algumas outras causas que precisam ser mitigadas. Por exemplo: Será que uma das causas dessas segregações, é que algumas das metodologias citadas acima, oferecem uma visão mais artística, poética e um tanto artesanal e outras metodologias oferecem uma visão mais mercadológica, corporativa e industrial?

 

Observe que não estou sugerindo que um desses dois grupos é melhor que o outro, apenas mostrando algumas diferenças, que ultimamente estão ficando muito latentes na comunidade, inclusive, talvez essas diferenças não existam na prática, apenas é algo que as próprias pessoas da comunidade, estão criando entre si mesmas, pois como existem pessoas com tendências mais artísticas e outras com tendências mais industriais/corporativas, elas acabam “construindo muros” ao seu redor, para proteger suas idéias e suas crenças.

 

Na verdade, essa discussão entre o industrial e o artesanal, é algo muito antigo em nossa sociedade, pois a história mostra por exemplo, o movimento do Luddismo contra a Revolução Industrial que em meados do século XVIII, trouxe profundas questões sobre a relação do homem com as atividades produtivas que estavam surgindo.

 

Mas, conforme disse Domenico De Masi, em seu livro O Ócio Criativo, para esses antagonismos produzidos em nossa sociedade, devemos “Nem Rir nem Chorar mas Entender”, ou seja, dentro da comunidade de software, conforme já falei no artigo Os Moinhos de Vento dos processos ágeis, publicado no Blog Visão Ágil, não é saudável levar esse tipo de debate a nível da intolerância intelectual nos posicionamentos de euforia ou temor e sim entender de uma vez que: Não existe uma só forma de agilidade, que atenda a todos os contextos, por isso devemos estar dispostos a aprender continuamente sobre essas formas possíveis em cada contexto, mesmo que muitas vezes, elas ainda não estejam descobertas.

 

Veja que recentemente essas segregações ganharam muito fôlego, pois algumas antigas discussões como CMMI e Agile e o tipo de atuação da Scrum Alliance, voltaram ao cenário em nossas comunidades através do relatório do SEI sobre CMMI e Agile e através do contundente artigo “The Decline and Fall of Agile” do James Shore.

 

Porém, termino esse meu breve texto, lembrando que não estou aqui querendo dizer quem está certo ou errado, mas sim, para complementar o pensamento do meu amigo Alisson Vale em seu texto sobre O Dilema Ágil, quero propor uma reflexão:

  • Será que não há espaço para todas essas vertentes da agilidade?

  • Será que não podemos sair do Luddismo para o Lúdico? E reconhecer que para alguns contextos, o industrial é melhor que artesanal?

  • E será também que os industriais, não podem reconhecer que para muitos casos, o artesanal é mais aconselhável que o industrial?

 

Enfim, está lançado um desafio que talvez somente com o tempo, quando nossa área estiver mais madura, poderemos responder com mais clareza e acurácia.

 

Sobre o autor:

Manoel Pimentel, CSP

Manoel Pimentel, CSP

 

É Engenheiro de Software, com mais de 15 anos na área de TI, atualmente trabalha com  como Coach em metodologias para importantes empresas do segmento de serviços, indústrias e bancário.  É Diretor Editorial da Revista Visão Ágil, Possui as certificações CSM e CSP da Scrum Alliance e foi um dos pioneiros na utilização e divulgação de métodos ágeis no Brasil.
Contatos: manoel@visaoagil.com

Discussao Interessante… Novembro 17, 2008

Posted by Francisco Trindade in Pensamentos, Scrum.
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Normalmente eu nao gosto de criar posts apenas para citar outros, mas achei que valeria a pena divulgar essa discussao, especialmente no Brasil, onde Scrum esta se tornando o padrao de facto para Agile, com muita gente embarcando sem saber exatamente do que se trata…

Aqui vai o link:

The Decline and Fall of Agile

Comentarios?

Abraco

Francisco

Sobre o autor:

Frank Trindade

Francisco Trindade

Francisco Trindade é desenvolvedor e consultor da ThoughtWorks UK. Engenheiro de Computação e mestre em Engenharia de Software pela UFRGS, Francisco possui diversos anos de experiencia em desenvolvimento de software, alem de ser um entusiasta e praticante de metodologias ágeis.

PMBok x Agile: análises e manuais Outubro 4, 2008

Posted by Bruno Pedroso in Business, Pensamentos.
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Aqui estou com o “CMMI – Guidelines for process Integration and Product Improvement” na minha frente, tendo acabado de ler o excelente post do Willi sobre PMBok e Agile. (Me lembro agora como fiquei impressionado com a estruturação desse livro. Cada referência é feita com uma precisão cirúrgica. Cada coisa tem um código, cuidadosamente atribuído e utilizado para remeter aos tópicos citados. )

A discussão sobre se “é possível aplicar PMBok/RUP/CMMI/MPS.Br com Agile” não faz mesmo muito sentido, no fim das contas. Todas essas siglas do time das metodologias tradicionais, não passam de diferentes visões a respeito do processo de desenvolvimento. Tratam-se de modos diferentes de se entender um “mundo” específico: o de projetos de desenvolvimento de software (Eu sei, não se aplicam apenas ao desenvolvimento de software, mas isso não é importante agora).

Modo de entender também específico, diga-se de passagem. São visões essencialmente analíticas, que procuram clarear as coisas “destrinchando” ou “separando” seus elementos, numa estratégia “dividir e conquistar”. O oposto seria o entendimento sintético, onde se parte de vários elementos e compõe-se um todo, como fazemos ao concluir um texto: juntamos tudo o que foi dito para se reconstruir a idéia geral novamente.

Sob esse ponto de vista, conjuntos de conhecimento como PMBok e CMMI seriam muito bem apresentados em um MapaMental.

(conteúdo tirado da wikipedia)

Cá pra nós, trata-se de uma bela análise de todos os elementos necessários à grande maioria dos projetos de software. Alguns vão descordar com o meu “necessário”. Muitas dessas coisas podem não ser realmente necessárias… Será? Peguemos alguns elementos como exemplo.

  • Controle de mudanças do escopo

“Ora, em meu projeto ágil eu não preciso fazer controle das mudanças do escopo.”

Como não? E o que é que estamos fazendo quando não permitimos, de jeito nenhum, mudanças no backlog ao longo de um sprint? Só permitimos que novas tarefas entrem no planejamento a partir de uma reunião com toda equipe. Pra que? Pra que se possa controlar as mudanças no escopo, oras. Se a equipe não tiver controle sobre as mudanças no planejamento, não poderá lidar com elas.

  • Gerênca de riscos

“Não tenho um plano de riscos em meu projeto ágil.”

Pode ser. Mas dizer que não há gerência de riscos já é demais. Os riscos são gerenciados o tempo todo. Pelo product owner ao escolher histórias durante o planejamento; pela equipe ao estimar; pelo coach ao cultivar a disciplina em se escrever testes automáticos. Todos avaliam os riscos de cada passo ao longo do projeto.

Dê uma olhada na estrutura de tópicos desses livros. São análises extremamente detalhadas, completas e estruturadas. Trata-se de um trabalho de mestre. Identificar, estruturar e descrever cada um desses elementos foi sem dúvida um trabalho notável e de grande valor para nossa indústria. Obrigado.

O problema não está exatamente na análise que essas abordagens fazem. As análises são espetaculares. O problema é que, no dia a dia de um projeto, essas análises são inúteis.

É como comprar um manual de direção de automóveis que faz uma análise detalhada de todas as técnicas para se apertar a embreagem, o momento ideal para se passar as marchas, etc. Por mais detalhado e acertado que esteja o manual, não ajuda nada levá-lo no colo na hora de dirigir. Nem adianta estudar cada detalhe e tentar lidar com tudo de uma vez.


No momento de dirigir, o que importa não são os detalhes, mas o todo. Tentar visualizar, compreender e controlar cada um dos elementos envolvidos é ao mesmo tempo inútil e desgastante. É coisa demais.

Isso nos leva diretamente ao argumento do Willi. Ninguém disse que se precisa aplicar tudo o que está nos livros. Pelo contrário, os capítulos iniciais de todos eles afirmam categoricamente que tudo deve ser adaptado, escolhido, filtrado. O problema é que nenhum deles explica como as coisas devem ser escolhidas, nem tampouco adaptadas. As práticas precisam ser modificadas para o seu projeto especificamente. Mas como? Problema seu.

Dessa forma, a leitura subliminar que se faz é que os projetos devem ser gerenciados sob todos os aspectos. Quanto mais detalhes se consegue visualizar e documentar, mais maduro seu processo é. Sobre isso cria-se uma escala de mérito totalmente deturpada, baseada em inspeções, avaliações, provas, exames e outras atrocidades. Elementos artificiais, que contribuem apenas para enviesar ainda mais o processo de melhoria, cuja preocupação maior passa a ser o certificado que se ganha no final. (Não me parece muito um sinal de maturidade… :-/ )

XP e Scrum, ao contrário, não fazem leituras analíticas. Lidam com questões práticas que se sustentam através de uma cadeia de valores explícita e coerente, reflexo das necessidades reais de projetos reais. Você adora cálculos geométricos complicados e instrumentos de precisão. Ótimo, mas para levantar a parede reta seu pedreiro precisa é do fio de prumo.


Pra ser honesto, no livro mais importante sobre XP (na minha opnião), KentBeck faz também uma leitura analítica: XP divide-se em valores, princípios e práticas. Mas veja que nesse caso não se trata de uma análise do processo de desenvolvimento em si. A análise feita refere-se ao modelo de pensamento utilizado para sustentar as práticas.

Essa sim é uma análise relevante. Ela privilegia não uma visão específica de como se deve fazer software, mas uma estrutura de decisão que nos auxilia a definir como as coisas devem ser adaptadas em cada caso. Diferentemente dos livros citados acima, aqui a forma como as coisas devem ser adaptadas é clara e coerente.

O próprio Kent Beck ressalta que os princípios apresentados em seu livro não são os únicos possíveis. Organizações particulares podem cultivar outros valores, outros princípios. E elas devem fazê-lo! O que se coloca é que se deve utilizar uma cadeia de raciocínio análoga para se definir como deve ser o dia a dia dos projetos. Entenda seus valores, expresse seus princípios e deles derive as práticas a serem seguidas.

“Para dirigir, use as duas mãos ao volante.” Isso expressa o princípio da direção defensiva, que se sustenta sob o valor Segurança. Agora, se prefere cultivar o valor do Conforto, então deixe o braço esquerdo escorado na janela, é muito melhor. Qual dos dois valores é mais importante agora? Eis um framework para tomada de decisões realmente útil.

Então, sintetizando :-) , o problema de PMBok/RUP/CMMI/MPS.Br não está exatamente na análise que é feita, mas na leitura (propositalmente?) induzida de que se tratam de manuais de direção. Não são. São instrumentos teóricos maravilhosos. Mas se vc está interessado em dirigir bem, deixe-os em casa e veja as coisas da forma ágil.

(Artigo publicado originalmente no eXPressoCapital)

Sobre o Autor:

Bruno Pedroso

Bruno Pedroso

 

Bruno Pedroso é Bacharel em Ciência da Computação pela UnB, onde atualmente desenvolve seu projeto de mestrado em engenharia de software. Desenvolvedor com mais de 10 anos de experiência, atua hoje como coach de projetos e coordenador da área técnica da SEA tecnologia, dando grande enfoque à aplicação de valores e princípios XP.

O que é Lean? E Agile? Setembro 21, 2008

Posted by Francisco Trindade in Lean, Pensamentos.
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Nas minhas leituras recentes sobre Lean, eu encontrei uma tabela bastante informativa, que tenta clarificar os mitos sobre o que é e o que não é Lean, e continha as seguintes informações (livre tradução):

Mito – O que não é TPS

  • Uma receita tangível para o sucesso
  • Um programa de gerência
  • Uma série de ferramentas para implementação

Realidade – O que é TPS

  • Uma maneira consistente de pensar
  • Uma filosofia de gerenciamento
  • Um ambiente de trabalho em equipe e melhoria
  • Uma busca sem fim por uma forma melhor

Apesar de Lean não ser um conjunto de ferramentas, tudo que se fala sobre o assunto na industria de TI é sobre uma série de … ferramentas. Tempo de ciclo, kanban, sistemas pull, flow, qualquer um desses conceitos já foi anunciado como a última solução para projetos de software.

Não quero dizer aqui que essas ferramentas não vão nos ajudar a desenvolver software, mas com certeza estaremos perdendo a principal parte do que Lean tem para nos ensinar se não começarmos a pensar sobre seus princípios, isto é, a segunda parte daquela lista, a filosofia e o pensamento.

E se você começar a pensar nos princípios Lean, verá que eles não são muito diferentes dos que norteiam o desenvolvimento ágil ( ao menos o que eu penso sobre agile:-) ). Se você le sobre um um ambiente de trabalho em equipe e melhoria, você pode dizer se estão falando sobre Lean ou Agile?

Mas o problema é que quando a a maioria das pessoas pensa sobre Agile, elas pensam sobre práticas e não príncipios. Ao invés de ser colaboração e comunicação, Agile para eles é programação em pares, iterações e retrospectivas. E é nesse ponto que eu acho que está a solução. Parar de pensar em qual é o próximo conjunto de práticas que nos farão melhorar e começar a pensar em quais são os princípios que estamos seguindo e como fazer para aplicá-los melhor no nosso contexto.

Um abraço.

Francisco
Ps: Esse post é uma tradução de um post originalmente publicado no meu blog:
What is Lean? And Agile?

Sobre o autor:

Frank Trindade

Francisco Trindade

Francisco Trindade é desenvolvedor e consultor da ThoughtWorks UK. Engenheiro de Computação e mestre em Engenharia de Software pela UFRGS, Francisco possui 5 anos de experiencia em desenvolvimento de software, alem de ser um entusiasta e praticante de metodologias ágeis.

Descobrindo as Metodologias Ágeis Agosto 26, 2008

Posted by Guilherme Lacerda in Experiências, Pensamentos.
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Para iniciar os artigos no Blog Visão Ágil, eu gostaria de relatar um pouco da minha experiência com desenvolvimento de software e sua relação com as Metodologias Ágeis. Descobri o desenvolvimento de software por acaso, através de um curso profissionalizante Técnico em Processamento de Dados (TPD) que iniciei em 1993, seguindo alguns amigos. No início, eu não estava muito interessado, até conhecer o universo da Programação. Descobri que aquilo me fascinava e, de certa forma, me desafiava também. Comecei a fazer fluxogramas, algoritmos até o meu primeiro programa em BASIC. Aquela experiência foi decisiva para a definição da minha carreira profissional.

Dali em diante, depois do uso de quase duas dezenas de linguagens de programação, alguns cursos e muito aprendizado e softwares desenvolvidos, estou aqui para compartilhar com vocês um pouco destas experiências.

A primeira e mais inusitada foi a descoberta das metodologias ágeis. Em 1996, eu era bolsista em uma Universidade, tinha entrado no Curso Superior, cheio de expectativas e anseios. No setor onde trabalhava (Assessoria Especial de Planejamento/Apoio Técnico Pedagógico), basicamente digitava textos. Em horários de folga, estudava novas tecnologias e procurava novos desafios. Em outubro deste mesmo ano, vi que os chefes do setor criaram uma espécie de questionário de avaliação, denominado Avaliação Institucional, que seria aplicado a professores e alunos. Esta era também uma exigência do MEC.

Quando olhei aqueles formulários, pensei diretamente no desenvolvimento do software. Muita empolgação, pouca experiência…

Inicialmente, este projeto seria desenvolvido pelo CPD da Instituição, onde trabalhavam grande parte dos professores. Quando disse que tinha condições de desenvolver o projeto, os chefes ficaram apreensivos, mas compraram a idéia. Para iniciar o projeto, precisei chamar um colega meu de TPD e de faculdade, que poderia trabalhar meio turno comigo. Fizemos uma reunião inicial com o coordenador do projeto (chefe do CPD) e conversas diárias com os chefes do setor de Planejamento.

A minha sala era muito pequena, razão pela qual tinha apenas uma máquina (486 DX2 66 Mhz) e uma impressora matricial IBM 132 colunas. Combinei com este meu colega de trabalharmos juntos pela manhã no projeto e a tarde eu desenvolvia mais algumas funções do software além do trabalho do setor, que não podia parar.

A tecnologia que utilizamos na época era Clipper, versão 5.2.

Pegamos aqueles formulários e após algumas análises preliminares, conseguimos esboçar um modelo conceitual. Como havia apenas um computador, trabalhamos juntos, ora eu pilotando, ora ele. Tivemos que realizar alguns trabalhos de importação, parte da base COBOL da Instituição e outra parte de uma base ZIM, do Recursos Humanos.

Foi muito interessante o nosso aprendizado, pois conseguimos produzir um código muito enxuto, cada vez mais otimizado e sem gerar desperdício, pois o cliente estava ali na sala ao lado para acompanhar e direcionar as funcionalidades do projeto. Cada vez que percebíamos uma oportunidade de melhoria, realizávamos. Procurávamos ter versões diárias, sempre verificando e validando informações com os usuários/clientes. Concluímos esta versão em dois meses. A primeira versão compreendia funcionalidades básicas de operação e módulo de digitação para professores e alunos. Ficou para depois o desenvolvimento de relatórios gerenciais, até porque o pessoal do setor não os tinha definido. Este software funcionou em 8 Campi Universitários, fazendo o registro de questionários de mais de 9 mil alunos. Nos anos seguintes, exigiu pouquíssima manutenção.

Até onde sei, este sistema funcionou até 2002, pois saí da Instituição em 2000.

Algumas práticas importantes:

·         Comunicação efetiva

·         Padrões nas práticas de trabalho e de codificação

·         Pair Programming

·         Inspeções/Revisões de Código

·         Cliente presente

·         Projeto simplificado ao extremo

Em 1997, comecei a trabalhar com OO e Smalltalk. Programei por dois anos nesta linguagem, onde tomei conhecimento de alguns trabalhos e pessoas envolvidas com a tecnologia, entre eles o de Kent Beck.

Passaram-se alguns anos e, em 2001, através de conversas com o Klaus Wuestefeld, fiquei sabendo um pouco mais sobre eXtreme Programming. Quando vi o nome de Kent Beck e qual era o objetivo deste processo, tive certeza que funcionava. Foi paixão a primeira leitura. Quanto mais eu estudava, mais eu lembrava do projeto de Avaliação Institucional que, através do sucesso obtido e da satisfação do cliente, foi um degrau muito importante na minha vida. Embora já tivesse estas convicções, decidi que iria desenvolver software focado na comunicação efetiva, simplicidade, feedback e respeito do cliente, tendo como base os princípios ágeis.

Sobre Retrospectivas Agosto 25, 2008

Posted by Francisco Trindade in Lean, Pensamentos.
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Eu acredito que um dos pontos importantes em qualquer metodologia ágil é a possibilidade de melhoria oferecida ao time através do constante feedback recebido e também práticas como retrospectivas.

Apesar disso, não é difícil encontrar times que não estão acostumados a questionar seu próprio comportamento e acabam repetindo sempre os mesmos erros.

Esses dias, lendo o livro Toyota Way, eu obtive uma melhor compreensão desse fato, e como o mesmo é encarado na Toyota.

Segundo o autor (livre tradução):

Trabalho em equipe nunca encobre a responsabilidade individual na Toyota. Essa responsabilidade individual não é sobre culpa e punição, mas sim sobre aprendizado e crescimento.

E ainda mais importante, nas palavras de Andy Lund, que é um gerente de projeto na Toyota e cresceu no Japão (livre tradução):

Pessoas que não estiveram no Japão podem não entender que o objetivo não é prejudicar o indivíduo, mas ajudá-lo a melhorar – não é prejudicar o programa, mas sim mostrar falhas que possam ser resolvidas no próximo programa. Se você entende isso profundamente, você pode entender a crítica construtiva. Não importa o quão bom é um programa ou apresentação que alguém fez, sempre existe algo que pode ser melhorado, então nós consideramos isso uma obrigação. Não é um ponto negativo obrigatório, mas sim uma oportunidade de melhoria obrigatória — é o coração do kaizen.

E isso é exatamente o que acontece na prática. Pessoas interpretam sugestões e observações como críticas negativas, e não vêem que a única alternativa para um time manter um processo de melhoría contínua é continuamente questionar seu comportamento e enfrentar os seus pontos fracos.

Um abraço.

Francisco
Ps: Esse post é uma tradução de um post originalmente publicado no meu blog:
About Retrospectives and Accepting Criticism

Sobre o autor:

Frank Trindade

Francisco Trindade

Francisco Trindade é desenvolvedor e consultor da ThoughtWorks UK. Engenheiro de Computação e mestre em Engenharia de Software pela UFRGS, Francisco possui 5 anos de experiencia em desenvolvimento de software, alem de ser um entusiasta e praticante de metodologias ágeis.

Criar um novo Barco Agosto 25, 2008

Posted by Ricardo Almeida in Pensamentos.
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Gosto muito de barcos e desde pequeno eu tenho fascinação por mar. Já que nossa área ganha bem e só perde para o salário dos políticos, eu decidi comprar um barco todo personalizado. Então fiz uma pesquisa de mercado para saber quem poderia me fornecer o barco a um custo razoável e a um prazo aceitável. Não foi muito difícil para aparecer duas pessoas interessadas no meu negócio. Um chamado Dunga e outro chamado Phelps.

O Dunga me falou que trabalha com os melhores barcos de mercado e todos tem ótima qualidade. Ele disse também que trabalha com uma fábrica de talentos na construção de barcos. Então ele me propôs as seguintes fases para a construção do barco:

 

1- Fazer a concepção detalhada de tudo que eu quero no meu barco. Analisar e documentar tudo que o barco precisa ter e fazer. Quantos cômodos vai ter meu barco, quantas portas e janelas. Se os bancos serão de couro, se as paredes terão detalhes com gessos. Qual altura vai ter os mastros. Qual vai ser a velocidade desejada para meu barco etc. Após essa fase de análise, iniciar a construção do barco. Em seguida testar se o barco tem estabilidade desejada em mar aberto ou se está pendendo muito. E finalmente entregar o barco para ter o meu feedback. O Dunga disse que precisaria de 11 pessoas para a construção, sendo que um ficaria responsável pela retaguarda do barco ( motor e âncora ),  quatro fariam a parte traseira, outros quatro fariam o interior do barco e dois últimos ficariam responsáveis pelo bico do Titanic. O tempo de entrega seria 2 anos de concepção, análise e documentação, mais 2 anos de construção, testes e implantação. Sem contar as manutenções necessárias depois da entrega. Total de 4 anos. O custo seria equivalente ao passe do Riquelme e Messi juntos!

O Phelps me fez a seguinte proposta:

2- Fazer todas as fases da proposta 1 muito mais vezes! O prazo seria estipulado em entregar partes do barco mensalmente e o custo seria apenas as horas que ele e outro profissional, chamado César Cielo, estiverem fazendo o barco. 

Mas como isso ser possível? Minha primeira impressão foi que o Phelps bateu a cabeça no barco e ficou louco! Com a testa inchada agora ele acha que pode fazer todas as fases da proposta 1 diversas vezes, entregar essas fazes a cada mês e ainda fala que vai sair muito mais barato?

Apesar do susto, eu tive uma leve impressão que o Phelps me entregaria o barco pronto com mais agilidade, então decidi arriscar pela proposta 2.

Na verdade, após o andamento do projeto, eu percebi que de louco o Phelps não tem nada. Ele pediu para que eu sempre estivesse presente na construção do barco. Tínhamos uma comunicação face-a-face sobre como deveria ser o resultado. Eu percebi que o dia que o Phelps não trabalhava a produtividade continuava quase a mesma, pois o Cielo sabia fazer tudo que o Phelps estava fazendo. Depois de três meses, consequentemente três entregas, toda a estrutura da base do meu barco estava montada, o que já me permitia atravessar parte do mar até uma ilhazinha paradizíaca. Lembro-me a vez que eles me entregaram todas as 50 janelas do barco. Primeiramente me mostraram apenas 10 moldes nas paredes, sem janela nem acabamentos. Esses moldes seriam onde as janelas se encaixariam. De imediato eu bati o olho e vi o formato das janelas sendo todas quadradas. Então conversamos e o meu feedback foi de mudar as janelas para que todas fossem redondas, e para não ter tanta claridade interna, seriam necessárias apenas 30 janelas e não 50. Minha surpresa foi que na entrega posterior todas as janelas estavam prontas, mesmo aqueles moldes que estavam quadrados. Eu fiquei imaginando quanto retrabalho eles teriam se tivesses feito todas as 50 janelas com formatos quadrados.

Reparei que eles nunca fazias horas extras de trabalho, eles mantinham um ritmo sustentável de trabalho e mesmo assim faziam as entregas no prazo. O que primeiramente parecia um projeto de longas datas, até anos, em apenas 9 meses eu já tinha o simples, mas que era tudo o que eu realmente necessitava.

Fiquei bastante surpreso com a agilidade do Phielps, como se ele já tivesse nascido para construir o meu barco.

 

Mas se eu não me contentasse com um barco e quisesse um navio? Será que esse método de trabalho funcionaria para mim? Hoje sei que se fosse um navio, ainda mais um navio, eu não seria louco de fechar um contrato com o Dunga.

Besteirol Agile Agosto 20, 2008

Posted by Rodrigo Yoshima in Pensamentos, Scrum.
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É incrível como o mercado é dado a modismos. Atualmente quando falamos sobre Agilidade um monte de besteirinhas acompanham o termo. Várias vezes ví em fóruns de discussão: “estamos adotando o Scrum, mas ainda não temos o quadro de tarefas”, “ainda não conseguimos ter as histórias em cards”, “ainda não temos as cartas do Planning Poker”, “ainda não traçamos o gráfico de burndown”, “ainda não temos o quadro branco para fazer os modelos”, “ainda não estamos estimando em pontos”, ” e etc, etc, etc… às vezes ouvimos “não usamos mais casos de uso, só usamos histórias”, “não documentamos mais a arquitetura”, “banimos o RUP”, “não documentamos mais a visão”, “não usamos mais UML”, “não temos mais documentos Word, só usamos Wiki”, “não somos mais CMMI” e etc, etc, etc…

Infelizmente vejo que tem se criado um “Termômetro Agile” bem estúpido. É um AMM (Agile Maturity Model) que mede o quão Agile você é baseado na quantidade de práticas da moda que você aplica. É mais ou menos assim:

Práticas AMM Pontos
Sim Não
Você tem o quadro de tarefas da iteração? +10 -10
Você tem as histórias em Index Cards? +10 -10
Você está usando mais de 135 post-its por mês? +10 -10
Você tem o quadro branco com modelos? +10 -10
O quadro branco tem modelos UML? -5 +5
Você mantém modelos UML como artefatos? -15 +15
Você tem as cartas do planning poker? +5 -5
Sua reunião diária dura exatamente 15 minutos? +5 -5
Você usa algumas práticas do RUP? -10 +10
Sua documentação está num Wiki? +5 -5
Você se preocupa com rastreabilidade? -15 +15
Está usando uma ferramenta para gerenciar o projeto? -10 +10
Sua iteração tem mais que 2 semanas? -10 +10
Seu Gráfico Burndown está em pontos? +5 -5
Você pode ir trabalhar de camiseta? +15 -15
Você usa Gantt Chart? -100 +100
Você é CMMI? -100 +100
Você tem PMPs na equipe? -50 +50
Você tem CSMs na equipe? +50 -50
Você está fazendo em Rails? +25 -25
Você já assistiu uma palestra com o Juan Bernabó? +20 -20
Sua equipe assiste aos videos da ImproveIT? +20 -20
Você lê o blog do Guilherme Chapiewski sobre a Globo.com? +20 -20
Você fez o curso com o Alexandre Magno na Caelum? +20 -20
Você lê os artigos do Rodrigo Yoshima? +20 -20

(Juan, Vinicius, Guilherme e Magno… isso é só piadinha, OK? – espero que não tenha retaliação :) )

Leia mais e comente no blog Débito Técnico da Aspercom:
http://blog.aspercom.com.br/2008/08/20/besteirol-agile/