Sobre Retrospectivas

Eu acredito que um dos pontos importantes em qualquer metodologia ágil é a possibilidade de melhoria oferecida ao time através do constante feedback recebido e também práticas como retrospectivas.

Apesar disso, não é difícil encontrar times que não estão acostumados a questionar seu próprio comportamento e acabam repetindo sempre os mesmos erros.

Esses dias, lendo o livro Toyota Way, eu obtive uma melhor compreensão desse fato, e como o mesmo é encarado na Toyota.

Segundo o autor (livre tradução):

Trabalho em equipe nunca encobre a responsabilidade individual na Toyota. Essa responsabilidade individual não é sobre culpa e punição, mas sim sobre aprendizado e crescimento.

E ainda mais importante, nas palavras de Andy Lund, que é um gerente de projeto na Toyota e cresceu no Japão (livre tradução):

Pessoas que não estiveram no Japão podem não entender que o objetivo não é prejudicar o indivíduo, mas ajudá-lo a melhorar – não é prejudicar o programa, mas sim mostrar falhas que possam ser resolvidas no próximo programa. Se você entende isso profundamente, você pode entender a crítica construtiva. Não importa o quão bom é um programa ou apresentação que alguém fez, sempre existe algo que pode ser melhorado, então nós consideramos isso uma obrigação. Não é um ponto negativo obrigatório, mas sim uma oportunidade de melhoria obrigatória — é o coração do kaizen.

E isso é exatamente o que acontece na prática. Pessoas interpretam sugestões e observações como críticas negativas, e não vêem que a única alternativa para um time manter um processo de melhoría contínua é continuamente questionar seu comportamento e enfrentar os seus pontos fracos.

Um abraço.

Francisco
Ps: Esse post é uma tradução de um post originalmente publicado no meu blog:
About Retrospectives and Accepting Criticism

Sobre o autor:

Frank Trindade

Francisco Trindade

Francisco Trindade é desenvolvedor e consultor da ThoughtWorks UK. Engenheiro de Computação e mestre em Engenharia de Software pela UFRGS, Francisco possui 5 anos de experiencia em desenvolvimento de software, alem de ser um entusiasta e praticante de metodologias ágeis.

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