Estimativa não é ciência exata

Uma das coisas que mais gosto nas práticas ágeis de planejamento e estimativa é exatamente o fato de não existir métricas individuais. Sim, nas equipes existem pessoas mais produtivas do que outras, porém, a variabilidade é tão grande entre pessoas e entre iterações que isso não vale a pena ser controlado, pois não somos robôs. Fred Brooks diz que há variação de até 80% na produtividade entre programadores. Algo que não ocorre com pedreiros como exemplo.

As práticas do Scrum e das estimativas ágeis (Planning Poker, literatura do Mike Cohn) são muito humanistas. Não são fatores deterministas que darão a produtividade da equipe. Se alguém na equipe teve que se ausentar, está com problemas na família, está doente ou está grávida, tudo isso é levado em conta na sua velocidade e ninguém é melhor que a própria equipe para fornecer parâmetros sob essa ótica tão empírica. Não é um gerente ditador que faz a equipe engolir a métrica. A EQUIPE É RESPONSÁVEL PELA ESTIMATIVA, sob todos os aspectos. É isso que faz a métrica funcionar.

No treinamento Scrum da Aspercom nós temos atividades práticas com estimativas ágeis, e é muito interessante como a aceitação de tal métrica é geral. Vejo o mercado cansado de métricas pesadas e pouco assertivas.

Leia o artigo completo e comente no blog “Débito Técnico” da Aspercom:
http://blog.aspercom.com.br/2009/04/02/estimativa-nao-e-ciencia-exata/