A comédia da vida societária – O desafio de encontrar bons sócios

Se você está na pegada de empreender, foi publicado no blog do ICA-TI, uma artigo bem direcionado ao desafio de se encontrar e conviver com os seus sócios num empreendimento. Nesse artigo é abordado alguns pontos de atenção  sobre a vida dentro um corpo societário de uma empresa.

Em especial, o artigo discorre sobre:

  • “Clonagem” de comportamentos é impossível
  • Um mesmo ponto forte de uma pessoa, também pode se tornar um risco fatal para o empreendimento
  • Ser da família não é garantia de ser o sócio idea
  • É preciso ter cautela em ter sócios que sejam apenas “investidores”
  • E apenas cuidar das coisas, pode não ser saudável

Você pode ler o artigo completo em: ica-ti.com/2012/05/28/a-comedia-da-vida-societaria

Boa leitura!

Blog MeCoBiz: Como iniciar uma melhoria?

Vejam no Blog MeCoBiz, que iniciou oficialmente suas operações hoje, um material chamado “Como iniciar uma melhoria?”. Trata-se de alguns slides sobre  uma maneira bem simples de iniciar um conjunto mínimo de atitudes em direção a uma melhoria/mudança.

Acesse esse post pelo link: http://mecobiz.net/2011/08/26/como-iniciar-uma-melhoria  e melhore continuamente em pequenos e viáveis passos.

A protocooperação entre pessoas e processos

Há muito tempo atrás, o Manifesto Ágil introduziu uma importante inversão de valores ao propor que Indivíduos e Interações são mais importantes que Processos e Ferramentas. Com isso, muita gente (inclusive eu) teve a tendência de pensar que as pessoas são a única coisa importante nessa balança e, que ambientes orgânicos, empíricos e “caóticos” são a solução para todos os males da humanidade.

Paradoxalmente,  mesmo pensando dessa forma, nós, da comunidade ágil em geral,  não paramos de discutir/criar detalhes processuais das adoções ágeis. Com base nesse ainda forte foco nos processos, somos levados a refletir um pouco mais sobre qual o verdadeiro peso na balança entre  pessoas e processos.

Para ajudar a entender isso, vamos praticar a “empatia” e analisar a questão pela ótica dos processos, onde após alguns anos vivendo diferentes tipos de contextos, pude chegar a  alguns pensamentos sobre o que seria um bom processo e como ele poderia propiciar uma relação saudável com as pessoas; eis os pensamentos:

  • Um bom processo é criado e evoluído por meio das experiências dos próprios indivíduos que vivem o mesmo.
  • Um bom processo permite/estimula a transparência entre as pessoas, com isso torna-se possível que haja confiança entre elas.
  • Um bom processo permite a aproximação entre as pessoas, para que seja possível criar colaborativamente conhecimentos e soluções.
  • Um bom processo permite a criatividade das pessoas.
  • Um bom processo permite que as pessoas se organizem para criar algo de valor durante toda a sua cadeia.
  • Um bom processo permite a inspeção e adaptação e com isso, as pessoas podem melhorar continuamente os seus próprios comportamentos.
  • Um bom processo faz com que os resultados (bons ou ruins) sejam computados mutuamente entre todas as pessoas de um grupo, fazendo com que o mesmo, atue de fato como um Time.
  • E por fim, um bom processo é aquele que existe para servir às pessoas, não o contrário.

Como podemos observar com os pensamentos acima, existe uma espécie de dependência orgânica entre as pessoas e os processos. Para reforçar esse pensamento, podemos lembrar do conceito de protocooperação ou mutualismo, que  de acordo com a Wikipedia, “é uma relação benéfica para ambas as espécies”. Ainda segundo a Wikipedia, nessa relação, “os seres associados mantêm certa independência” ou seja, “apenas se beneficiam das associações mais ou menos duradouras que estabelecem”.

Com base em todos esses pensamentos, é possível concluir que na prática não existe uma só verdade e que talvez, não é que as pessoas são mais importantes que os processos, mais sim, como acontece uma relação orgânica entre esses dois elementos, o que na prática é mais importante,  é gerar bons resultados sistêmicos (para o todo) por meio da protocooperação entre pessoas e processos.

Referências:

  • pt.m.wikipedia.org/wiki/Protocooperação
  • agilemanifesto.org/iso/ptbr/
Um obrigado especial ao Renato Willi pela ajuda na revisão desse texto.

 

Sobre o autor:

Manoel Pimentel Medeiros (www.ica-ti.com.br) – Coach com mais de 15 anos de experiência na área de TI, onde atuou com Coaching e Trainning para executivos e times em ambientes organizacionais de Consultorias, Bancos e Telecom. É Diretor Executivo do ICA-TI (Instituto de Coaching Aplicado a TI) e fundador da Revista Visão Ágil, já escreveu sobre Agile e Coaching para portais e revistas do Brasil e exterior. Também palestrou em eventos nacionais e internacionais sobre agilidade. Possui as certificações PPC, CAC, CEC da SBC/BCI, Worth Ethic Corporation, CSM e CSP da Scrum Alliance e foi um dos pioneiros na utilização e divulgação de métodos ágeis no Brasil.

Vídeo da palestra Coaching para Metalhoria Ágil

Vídeo da minha palestra sobre Coaching para Metalhoria Ágil no Maré de Agilidade em Salvador. O Maré é um evento feito por e para comunidades, que vem fomentando a “cultura” ágil pelo país, Sua primeira edição aconteceu em 2008, Brasília e desde então tem passado por outras cidades, como Salvador/BA, Fortaleza/CE, Belém/PA, Vitória/ES, Belo Horizonte/MG. Num total, mais de 20 palestrantes renomados ministraram palestras e mini-cursos para um público que já ultrapassa 1000 pessoas.

Pratique AgileMMA e faça uma adoção pragmática e sistêmica de Agile

Quando um conceito é implementado de diferentes formas, torna-se natural que diferentes percepções sobre o mesmo sejam criadas pelas pessoas. Nesse aspecto, o paradigma ágil é imbatível, pois como trata-se de uma abordagem filosófica, muitas e diferentes percepções são geradas em torno do grande guarda-chuva conceitual que ele representa. Mas sem dúvida, essa pluralidade de percepções, faz do paradigma ágil, uma fascinante e complexa filosofia administrativa, econômica e até mesmo social dentro do universo do desenvolvimento de software.

Baseado nessa compreensão acerca de Agile, venho trabalhando há muito tempo em ajudar as pessoas a terem uma visão mais ampla sobre o paradigma Ágil. Esse trabalho tem sido pautado principalmente em propor uma abordagem não xiita sobre nenhuma das “sub-ideias” inerentes na agilidade.

Para disseminar essa pensamento, ao longo dos anos, escrevi diversos artigos, fiz diversas palestras e até mesmo lancei o “Manifesto for Meta-Agile”, que de maneira concisa, reúne algumas diretrizes básicas para ajudar as pessoas a meta-cognizarem sobre seus comportamentos, processos e ideias quando estiverem elaborando alguma solução ágil.

Contudo, talvez o conceito Meta-Agile seja complexo ou abstrato demais para muitas pessoas, por isso, para ajudar na materialização desse conceito, nos últimos meses tenho usado uma abordagem que chamei de AgileMMA – Agile Mixed Methodologies Adoption (estou usando o termo methodologies para resumir as ideias, processos, técnicas e frameworks existentes sobre a alcunha de Agile).

Apesar do nome de forte impacto, a AgileMMA não se trata apenas de uma forma de usar as metodologias ágeis de um jeito “misturado”, mas sim, uma implementação do Manifesto for Meta-Agile, que oferece uma visão sistêmica dos momentos e cenários apropriados para cada metodologia, de acordo com o contexto corporativo em questão.

AgileMMA também parte da idéia de que uma mente san, gera um processo san, por isso, a AgileMMA é fortemente baseada num processo de Coaching. Esse processo de Coaching ajuda os indivíduos a trabalharem de forma efetiva em uma espécie de octógono de pontos chaves dentro uma adoção de Agile, são eles:

* Propósito – Quais os motivadores para adotar Agile.

* Percepção de valor – Quais os valores que empresa acredita.

* Efeito sistêmico – Qual o efeito que será gerado em toda a organização.

* Ganhos – Quais os benefícios envolvidos.

* Perdas – O que a organização precisa “abrir mão” para poder adotar Agile.

* Competências – Quais as novas competências (conhecimentos, habilidades e atitudes) as pessoas precisam desenvolver.

* Opções – Quais a opções de metodologias, frameworks, processos, técnicas (existentes ou não) a organização poderia usar para ter resultados ágeis.

* Propriedade – Qual (ou quais) opção (ões) com os quais a empresa irá construir o seu jeito ágil de ser e, como ela pretende trilhar o seu caminho rumo a Agilidade.

Como é claramente percebido, o nome AgileMMA trás uma analogia muito forte ao MMA (Mixed Martial Arts) que todos conhecem, pois no MMA um lutador que for proficiente apenas num estilo de luta (ex: boxe, karatê, jiu-jitsu etc), vai ter sérios problemas para fazer uma boa luta, quando o adversário o conduzir para um contexto diferente de sua proficiência (ex: trocação, chão, submissão etc).

Assim também é o praticante de AgileMMA, pois hoje, a dinâmica dos mercados, faz com que as empresas mudem seu contexto de trabalho numa velocidade muito rápida, então se o profissional for xiita ou só souber trabalhar num formato específico de Agile (ex: Scrum, XP, FDD, Kanban etc), terá grandes problemas de usar a ferramenta mais adequada para uma determinada situação. Além disso, o agilista também terá uma enorme dificuldade em gerar bons resultados, se ele ater-se apenas à metodologias já conhecidas, ou trabalhar apenas com o jeito by-the-book de cada uma delas. Nesse caso, o agilista precisa ter uma razoável capacidade de desprendimento de suas próprias ideias e conhecimentos, pois muitas vezes ele precisará criar soluções contra-intuitivas até mesmo pelo ponto de vista do paradigma ágil.

O praticante de AgileMMA é um exímio conhecedor de como que as opções ágeis se integram quando necessário e, também é um perito em criar modelos de transição de uma opção para outra.

O praticante de AgileMMA conhece em detalhes os jogos políticos e as principais complexidades organizacionais que possam facilitar ou dificultar uma determinada opção ágil. Sobre essa questão, compete ao praticante de AgileMMA, entender e descobrir novas formas de fazer o paradigma ágil conviver saudavelmente com essas questões organizacionais e também com os demais paradigmas existentes na empresa (ex: modelos de governança, modelos de maturidade, PMBok etc).

Logo, ser praticante de AgileMMA não significa que o profissional irá trabalhar com todas as metodologias ágeis ao mesmo tempo, mais sim terá a visão sistêmica suficientemente adequada para saber em que momento mudar sua estratégia de trabalho, de forma a assegurar um bom resultado para a organização inteira.

É importante observar que a abordagem AgileMMA não impede o praticante ter a sua preferência, ou a opção de metodologia em que ele mais sente proficiência ao trabalhar. Inclusive essa preferência pode servir como uma importante base de aprendizado e de experimentação das demais metodologias.

Hoje tenho visto algumas boas iniciativas em direção da AgileMMA, pois freqüentemente tenho contato com organizações que já experimentaram diferentes metodologias e com os resultados dessas experiências, acabam por criar um jeito todo próprio de fazer a sua agilidade. É importante destacar que cada experiência AgileMMA é única e por muitas vezes, aquele jeito de fazer Agile apenas faz sentido para aquela organização que criou o mesmo.

Por isso, ser um praticante de AgileMMA é um meio bem eficaz para elevar o estado Meta-Agile de qualquer organização, para isso, é muito importante que os profissionais interessados em praticar a AgileMMA comecem a treinar sua quebra de dogmas, abrir mão das posturas xiitas e principalmente, comecem a pensar recursivamente fora da caixa.

Portanto caro amigo agilista, Hajimê!!!




Sobre o autor:

Manoel Pimentel Medeiros (www.ica-ti.com.br) – Coach com mais de 15 anos de experiência na área de TI, onde atuou com Coaching e Trainning para executivos e times em ambientes organizacionais de Consultorias, Bancos e Telecom. É Diretor Executivo do ICA-TI (Instituto de Coaching Aplicado a TI) e fundador da Revista Visão Ágil, já escreveu sobre Agile e Coaching para portais e revistas do Brasil e exterior. Também palestrou em eventos nacionais e internacionais sobre agilidade. Possui as certificações PPC, CAC, CEC da SBC/BCI, Worth Ethic Corporation, CSM e CSP da Scrum Alliance e foi um dos pioneiros na utilização e divulgação de métodos ágeis no Brasil.