Mesa “redonda” do primeiro dia do Agile Vale 2011
Veja nesse super vídeo produzido pelos amigos da BlueSoft, a mesa quase “redonda” que foi realizada ao final do primeiro dia do Agile Vale 2011.
Nessa mesa redonda, debatemos coisas como por exemplo: Por onde e como iniciar uma adoção ágil, práticas, valores, motivação, dificuldades, erros, Scrum, XP, Lean, a relação de Agile com outras áreas etc.
Esse é um vídeo de alto valor agregado, pois reúne conteúdo, experiências diferentes e muito bom humor
Blog MeCoBiz: Como iniciar uma melhoria?
Vejam no Blog MeCoBiz, que iniciou oficialmente suas operações hoje, um material chamado “Como iniciar uma melhoria?”. Trata-se de alguns slides sobre uma maneira bem simples de iniciar um conjunto mínimo de atitudes em direção a uma melhoria/mudança.
Acesse esse post pelo link: http://mecobiz.net/2011/08/26/como-iniciar-uma-melhoria e melhore continuamente em pequenos e viáveis passos.
Vídeo com resumo do Agile Vale 2011
Vídeo com um resumo com o que aconteceu no AgileVale 2011. Esse evento reuniu mais de 800 pessoas na belíssima cidade de São José dos Campos em São Paulo e cada ano, está se torna uma referência em conferências sobre Agile no cenário nacional.
Pratique AgileMMA e faça uma adoção pragmática e sistêmica de Agile
Quando um conceito é implementado de diferentes formas, torna-se natural que diferentes percepções sobre o mesmo sejam criadas pelas pessoas. Nesse aspecto, o paradigma ágil é imbatível, pois como trata-se de uma abordagem filosófica, muitas e diferentes percepções são geradas em torno do grande guarda-chuva conceitual que ele representa. Mas sem dúvida, essa pluralidade de percepções, faz do paradigma ágil, uma fascinante e complexa filosofia administrativa, econômica e até mesmo social dentro do universo do desenvolvimento de software.
Baseado nessa compreensão acerca de Agile, venho trabalhando há muito tempo em ajudar as pessoas a terem uma visão mais ampla sobre o paradigma Ágil. Esse trabalho tem sido pautado principalmente em propor uma abordagem não xiita sobre nenhuma das “sub-ideias” inerentes na agilidade.
Para disseminar essa pensamento, ao longo dos anos, escrevi diversos artigos, fiz diversas palestras e até mesmo lancei o “Manifesto for Meta-Agile”, que de maneira concisa, reúne algumas diretrizes básicas para ajudar as pessoas a meta-cognizarem sobre seus comportamentos, processos e ideias quando estiverem elaborando alguma solução ágil.
Contudo, talvez o conceito Meta-Agile seja complexo ou abstrato demais para muitas pessoas, por isso, para ajudar na materialização desse conceito, nos últimos meses tenho usado uma abordagem que chamei de AgileMMA – Agile Mixed Methodologies Adoption (estou usando o termo methodologies para resumir as ideias, processos, técnicas e frameworks existentes sobre a alcunha de Agile).
Apesar do nome de forte impacto, a AgileMMA não se trata apenas de uma forma de usar as metodologias ágeis de um jeito “misturado”, mas sim, uma implementação do Manifesto for Meta-Agile, que oferece uma visão sistêmica dos momentos e cenários apropriados para cada metodologia, de acordo com o contexto corporativo em questão.
AgileMMA também parte da idéia de que uma mente san, gera um processo san, por isso, a AgileMMA é fortemente baseada num processo de Coaching. Esse processo de Coaching ajuda os indivíduos a trabalharem de forma efetiva em uma espécie de octógono de pontos chaves dentro uma adoção de Agile, são eles:
* Propósito – Quais os motivadores para adotar Agile.
* Percepção de valor – Quais os valores que empresa acredita.
* Efeito sistêmico – Qual o efeito que será gerado em toda a organização.
* Ganhos – Quais os benefícios envolvidos.
* Perdas – O que a organização precisa “abrir mão” para poder adotar Agile.
* Competências – Quais as novas competências (conhecimentos, habilidades e atitudes) as pessoas precisam desenvolver.
* Opções – Quais a opções de metodologias, frameworks, processos, técnicas (existentes ou não) a organização poderia usar para ter resultados ágeis.
* Propriedade – Qual (ou quais) opção (ões) com os quais a empresa irá construir o seu jeito ágil de ser e, como ela pretende trilhar o seu caminho rumo a Agilidade.
Como é claramente percebido, o nome AgileMMA trás uma analogia muito forte ao MMA (Mixed Martial Arts) que todos conhecem, pois no MMA um lutador que for proficiente apenas num estilo de luta (ex: boxe, karatê, jiu-jitsu etc), vai ter sérios problemas para fazer uma boa luta, quando o adversário o conduzir para um contexto diferente de sua proficiência (ex: trocação, chão, submissão etc).
Assim também é o praticante de AgileMMA, pois hoje, a dinâmica dos mercados, faz com que as empresas mudem seu contexto de trabalho numa velocidade muito rápida, então se o profissional for xiita ou só souber trabalhar num formato específico de Agile (ex: Scrum, XP, FDD, Kanban etc), terá grandes problemas de usar a ferramenta mais adequada para uma determinada situação. Além disso, o agilista também terá uma enorme dificuldade em gerar bons resultados, se ele ater-se apenas à metodologias já conhecidas, ou trabalhar apenas com o jeito by-the-book de cada uma delas. Nesse caso, o agilista precisa ter uma razoável capacidade de desprendimento de suas próprias ideias e conhecimentos, pois muitas vezes ele precisará criar soluções contra-intuitivas até mesmo pelo ponto de vista do paradigma ágil.
O praticante de AgileMMA é um exímio conhecedor de como que as opções ágeis se integram quando necessário e, também é um perito em criar modelos de transição de uma opção para outra.
O praticante de AgileMMA conhece em detalhes os jogos políticos e as principais complexidades organizacionais que possam facilitar ou dificultar uma determinada opção ágil. Sobre essa questão, compete ao praticante de AgileMMA, entender e descobrir novas formas de fazer o paradigma ágil conviver saudavelmente com essas questões organizacionais e também com os demais paradigmas existentes na empresa (ex: modelos de governança, modelos de maturidade, PMBok etc).
Logo, ser praticante de AgileMMA não significa que o profissional irá trabalhar com todas as metodologias ágeis ao mesmo tempo, mais sim terá a visão sistêmica suficientemente adequada para saber em que momento mudar sua estratégia de trabalho, de forma a assegurar um bom resultado para a organização inteira.
É importante observar que a abordagem AgileMMA não impede o praticante ter a sua preferência, ou a opção de metodologia em que ele mais sente proficiência ao trabalhar. Inclusive essa preferência pode servir como uma importante base de aprendizado e de experimentação das demais metodologias.
Hoje tenho visto algumas boas iniciativas em direção da AgileMMA, pois freqüentemente tenho contato com organizações que já experimentaram diferentes metodologias e com os resultados dessas experiências, acabam por criar um jeito todo próprio de fazer a sua agilidade. É importante destacar que cada experiência AgileMMA é única e por muitas vezes, aquele jeito de fazer Agile apenas faz sentido para aquela organização que criou o mesmo.
Por isso, ser um praticante de AgileMMA é um meio bem eficaz para elevar o estado Meta-Agile de qualquer organização, para isso, é muito importante que os profissionais interessados em praticar a AgileMMA comecem a treinar sua quebra de dogmas, abrir mão das posturas xiitas e principalmente, comecem a pensar recursivamente fora da caixa.
Portanto caro amigo agilista, Hajimê!!!
Sobre o autor:
Manoel Pimentel Medeiros (www.ica-ti.com.br) – Coach com mais de 15 anos de experiência na área de TI, onde atuou com Coaching e Trainning para executivos e times em ambientes organizacionais de Consultorias, Bancos e Telecom. É Diretor Executivo do ICA-TI (Instituto de Coaching Aplicado a TI) e fundador da Revista Visão Ágil, já escreveu sobre Agile e Coaching para portais e revistas do Brasil e exterior. Também palestrou em eventos nacionais e internacionais sobre agilidade. Possui as certificações PPC, CAC, CEC da SBC/BCI, Worth Ethic Corporation, CSM e CSP da Scrum Alliance e foi um dos pioneiros na utilização e divulgação de métodos ágeis no Brasil.
Resumo do treinamento ACP (Agile Coach Professional)
Excelente vídeo onde o André Faria (CKO – Chief knowledge officer na Bluesoft e membro do ICA-TI), apresenta um resumo sobre o treinamento ACP (Agile Coach Professional) realizado em São Paulo no mês de maio de 2011.
Scrum beyond the enemy lines
Enfoque histórico
Nos últimos anos, o paradígma Ágil vem sendo adotado cada vez mais em grandes corporações pelo mundo inteiro. Seja qual for o motivo que está levando essas empresas ao uso de Agile, de maneira geral é possível arriscar a leitura que a grande maioria delas, buscam algum ganho de eficiência de processso, para que ao final, seja possível algum resultado tangível na esfera financeira.
Mal ou bem, esse movimento de amplificação das experiências ágeis, tem sido bastante facilitado pelo Scrum. E como o Scrum, de alguma maneira, parece ser palatável para executivos e gerentes, é possível afirmar que ele seja um grande catalisador inicial da filosofia Ágil no contexto corporativo.
Desafios corporativos
O universo corporativo por muitas vezes é duro (e até cruel), o que torna o processo da adoção sistêmica de Scrum (de Agile em geral) extremamente difícil e na maioria das vezes, deveras longo.
As dificuldades encontradas em ambientes organizacionalmente complexos são várias, mas comumente é possível identificar algumas características principais:
- Necessidade de alinhamento do Scrum com as questões de governança corporativa em TI (SOX, Itil, COBIT, Órgãos regulatórios).
- Falta de uma clareza compartilhada do motivo (dor ou prazer) que levou a adoção de Scrum (ou da filosofia Ágil em geral).
- A falta de clareza deste motivo, faz com que o senso de urgência seja diferente entre as áreas envolvidas num projeto Scrum.
- E finalmente, “doa a quem doer”, existem os jogos políticos dentro das empresas, então é comum um projeto Scrum sofrer boicotes pela simples guerra pelo poder, pela visibilidade ou pelo budget financeiro da companhia.
Pensamento sistêmico
Infelizmente não há uma fórmula mágica para essas questões, mas se fosse possível resumir numa única ideia o principal aprendizado nesse tipo de ambiente, ele seria: Desenvolva sua capacidade de compreender sistemicamente uma organização, pois como diria o filósofo Nascimento: O sistema é f#%&!
Com isso, é necessária uma ampla compreensão de algumas características relacionadas ao sistemas:
- Sistemas possuem uma complexidade de detalhes – Isso significa que um sistema pode ser composto por várias e diferentes partes.
- Todo sistema é dinamicamente complexo – Isso significa que o sistema pode ganhar propriedades emergentes de acordo com as movimentações das partes.
- De maneira geral, sistemas buscam o equilíbrio – Por isso um o sistema resiste a mudanças como forma de assegurar sua própria sobrevivência.
- E a melhor maneira de mudar um sistema, é compreender a relação de causas e efeitos entre suas partes.
Essas pequenas lições acima, impactam fortemente as questões políticas e técnicas referentes ao movimento de adoção do Scrum. Vale lembrar que o Scrum é um framework, condição que faz dele, algo incompleto por natureza. E já que o Scrum é incompleto, a compreensão sistemica acerca da organização, é uma abordagem vital para construir as expansões necessárias sobre o framework.
Um exemplo disso, é o entendimento de como que o Scrum pode evoluir seus artefatos, regras, papéis e cerimônias, para criar uma integração com outros processos da companhia, como por exemplo: Gestão de Mudanças, Gestão de Demandas, Auditoria, etc.
Na prática, o Scrum direta ou indiretamente, tanto pode influenciar esses processos, quanto também ser influenciado por eles. Por isso que mais uma vez, a compreensão sistêmica será crucial para criar uma relação de equilíbrio entre essas partes.
Uma breve dica para gerar essa relação de equilíbrio é, dialogar com as outras áreas da empresa, sobre as seguintes dimensões de integração com o Scrum:
- Quem fará a integração?
- Qual o impacto da integração, para a Agilidade dentro do Scrum?
- Qual o impacto do jeito Ágil, nessas integrações?
- Em que momento do ciclo Scrum, essas integrações serão realizadas?
Conclusões
É válido destacar o aspecto político envolvendo a adoção do Scrum, pois essa visão sistêmica colabora também na compreensão das inter-relações de causa e efeito envolvendo os “jogos políticos” da empresa. Na maioria das vezes, esse aspecto político, se torna o fator mais importante, seja para facilitar ou para impedir o movimento de adoção do Scrum.
Por muitas vezes abstraímos esse assunto e atribuímos os problemas para a questão cultural da empresa, mas o que é a cultura senão um sistema de valores, crenças e comportamentos? Por essa razão, mais uma vez se torna importante compreender sistemicamente a organização, para que se possa fazer uma mudança cultural na empresa, pois na realidade, não se muda um sistema inteiro, sem antes passar por suas partes. Dessa forma, a capacidade de entender sistemicamente uma organização, é a melhor maneira de descobrir quais partes, se tratadas primeiro, terão uma maior chance de causar uma mudança mais efetiva em todo o sistema.
Sobre o autor:
Manoel Pimentel Medeiros (www.ica-ti.com.br) – Coach com mais de 15 anos de experiência na área de TI, onde atuou com Coaching e Trainning para executivos e times em ambientes organizacionais de Consultorias, Bancos e Telecom. É Diretor Executivo do ICA-TI (Instituto de Coaching Aplicado a TI) e fundador da Revista Visão Ágil, já escreveu sobre Agile e Coaching para portais e revistas do Brasil e exterior. Também palestrou em eventos nacionais e internacionais sobre agilidade. Possui as certificações PPC, CAC, CEC da SBC/BCI, Worth Ethic Corporation, CSM e CSP da Scrum Alliance e foi um dos pioneiros na utilização e divulgação de métodos ágeis no Brasil.
TDC2010 – Palestra Coaching e Facilitação (Uma sessão real para times ágeis)
Foi publicado no site oficial do TDC (The Developers Conference), o vídeo da palestra que fiz na edição 2010 (São Paulo) com o título: Coaching e Facilitação (Uma sessão real para times ágeis).
Assista a essa palestra (http://www.thedevelopersconference.com.br/tdc/2010/sp/videos/coaching-e-facilitacao) e veja uma visão prática de como seria uma sessão real num processo de Coaching.
Coaching e Facilitação de Times Ágeis – Download disponível no portal da SBC
É com grande orgulho que compartilho que foi disponibilizado para download no portal da SBC (Sociedade Brasileira de Coaching), o meu artigo sobre Coaching e Facilitação de Times Ágeis, que fora publicado em junho deste ano na revista Java Magazine.
O link para o download é: http://www.sbcoaching.com.br/img/imprensa/revistas/JAVA-out2010.pdf
Boa leitura a todos!
Experiência Scrum num ambiente bancário – Ágiles 2009
Essa é uma dívida antiga, pois essa palestra foi feita por Eduardo Cheng (ScrumMaster) durante o Ágiles 2009, mas somente agora conseguimos “negociar” sua publicação.
Esse material é um complemento da entrevista que fiz com Eduardo no ano passado. O que faz desse conjunto, um material bem rico devido o compartilhamento de uma experiência Scrum num ambiente corporativamente complexo.
Espero que gostem!
TAE – Teoria da Alavancagem Estrelar
Uma abordagem inspiracional, lúdica e sistêmica para desempenho de líderes.
Até a próxima
Agile Tour e Agilidade na Prática em Recife
No dia 26 de Outubro, o Agile Tour Recife e o Agilidade na Prática estarão unidos para promover um evento de alto nível, cujos principais objetivos são:
Lean – Do desperdício ao desenvolvimento de pessoas
Reduzir o desperdício ou otimizar qualquer forma de trabalho é um grande desafio, pois não basta apenas eliminar tarefas julgadas como desnecessárias, mas sim, trata-se de uma grande mudança na mentalidade das pessoas para que seus comportamentos sejam melhores e também “mais enxutos”. É disso que trata o Pensamento Lean (Lean Thinking).
Esse é o trecho inicial de um recente artigo meu publicado no blog The Fratech Way. Leia o texto na íntegra em: http://way.fratech.net/post/1048941475/lean-do-desperdicio-ao-desenvolvimento-de-pessoas.
The Developer’s Conference 2010 com trilha Agile
Esta é a 4a edição do The Developer’s Conference e, a Globalcode reuniu toda sua rede de parceiros e profissionais para criar o evento mais completo do ano, sem perder a profundidade necessária para abordar cada tema.
O evento acontecerá nos dias 20, 21 e 22 de Agosto de 2010 nas dependências da Universidade Anhembi Morumbi, localizado na Rua Casa do Ator, 275 Itaim Bibi, São Paulo – SP.
Cada trilha é praticamente um evento independente e, está sendo organizado por um parceiro especialista com o apoio da Globalcode. Nesse ano, como já de fora feito em outros anos, o evento conta com uma super trilha sobre Agile e a Visão Ágil marcará presença com palestras membros de nosso blog e nossa comunidade. Confiram essa e outras trilhas em: http://www.thedevelopersconference.com.br/tdc/2010/sp/trilha-agile
Vejo vocês lá






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